quarta-feira, 30 de junho de 2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

domingo, 27 de junho de 2010

sábado, 26 de junho de 2010

Primo Levi - Chegada

Feliz o homem que chega a um porto
Deixando para trás mares e tempestades,
Cujos sonhos estão mortos ou não nasceram,
E se senta e bebe na cervejaria de Bremen,
Feito o caminho, agora em paz.
Feliz o homem que é apagada chama,
Feliz o homem que é areia no estuário,
Que largou a carga e enxugou a fronte
E descansa à beira do caminho.
Não teme nem deseja nem espera,
Apenas olha fixamente o sol a pôr-se.

Mark Knopfler - Brothers in arms [Berlin 2007]

Matilde Marçal - Flor da Vida II

sexta-feira, 25 de junho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

terça-feira, 22 de junho de 2010

Robert Mapplethorpe - Patti Smith

Eugénio de Andrade - Rotina

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

Antonio Canova - Cupid and Psyche

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Luís Quintais – Riscava a Palavra Dor No Quadro Negro

O que podemos projectar

que não seja o desenho

do nosso futuro incompleto?

Tudo é revisitação nessa caixa escura

onde células se movem e se escutam

mutuamente, como se esperassem

por um acontecimento primeiro,

uma revelação atenta do sangue

e do plasma, da música que te fez cego

e que trouxe as enumerações do sensível,

a evidência de uma cor extrema queimando

os signos e a gramática desenhada.

O que podemos projectar agora?

Mamma Andersson - Time Island

domingo, 20 de junho de 2010

sábado, 19 de junho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Javier Galarza - ARQUITECTA

como duele
esta impensada calma
esta perfecta geometría
esta arquitectura
esta precisión
con la que lentamente
construyes
un mundo sin mí