neblinoso
el sol
de un rosa trémulo
viste las ramitas
de un árbol seco
más allá del cristal
silencio o rumor
de otras notas
claridad lejana
la voz
la voz
qué fino es
su relieve
pero brilla
sexta-feira, 19 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
Ruy Belo - O valor do vento
Está hoje um dia de vento e eu gosto do vento
O vento tem entrado nos meus versos de todas as maneiras e
só entram nos meus versos as coisas de que gosto
O vento das árvores o vento dos cabelos
o vento do inverno o vento do verão
O vento é o melhor veículo que conheço
Só ele traz o perfume das flores só ele traz
a música que jaz à beira-mar em agosto
Mas só hoje soube o verdadeiro valor do vento
O vento actualmente vale oitenta escudos
Partiu-se o vidro grande da janela do meu quarto
in Todos os Poemas, Vol. 1
Assírio & Alvim, 2001
O vento tem entrado nos meus versos de todas as maneiras e
só entram nos meus versos as coisas de que gosto
O vento das árvores o vento dos cabelos
o vento do inverno o vento do verão
O vento é o melhor veículo que conheço
Só ele traz o perfume das flores só ele traz
a música que jaz à beira-mar em agosto
Mas só hoje soube o verdadeiro valor do vento
O vento actualmente vale oitenta escudos
Partiu-se o vidro grande da janela do meu quarto
in Todos os Poemas, Vol. 1
Assírio & Alvim, 2001
sábado, 13 de março de 2010
Antonio Gamoneda - Un ángel gótico
Inmóvil, claramente
inhumano en la
pura catedral
vive un ángel.
Un ángel no tiene ojos.
Un ángel no tiene sangre.
Él no vive en la vida, él no vive
en la muerte, él está
vivo en la belleza.
inhumano en la
pura catedral
vive un ángel.
Un ángel no tiene ojos.
Un ángel no tiene sangre.
Él no vive en la vida, él no vive
en la muerte, él está
vivo en la belleza.
sexta-feira, 12 de março de 2010
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