quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Ruy Belo - DESENCANTO DOS DIAS
Não era afinal isto que esperávamos
Não era este o dia
Que movimentos nos consente?
Ah ninguém sabe
como ainda és possível poesia
neste país onde nunca ninguém viu
aquele grande dia diferente
Não era este o dia
Que movimentos nos consente?
Ah ninguém sabe
como ainda és possível poesia
neste país onde nunca ninguém viu
aquele grande dia diferente
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
José Miguel Silva - DIZIAS QUE GOSTAVAS
Dizias que gostavas de poemas.
Escrevi-te, numa tarde, mais de cinco.
São muito bonitos, disseste,
hei-de mostrá-los ao meu namorado.
Nunca mais confiei nos versos
nem no gosto feminil.
de "Vista de Um Pátio seguido de Desordem", Relógio d'Água, Lisboa, 2003
Escrevi-te, numa tarde, mais de cinco.
São muito bonitos, disseste,
hei-de mostrá-los ao meu namorado.
Nunca mais confiei nos versos
nem no gosto feminil.
de "Vista de Um Pátio seguido de Desordem", Relógio d'Água, Lisboa, 2003
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Casimiro de Brito - 43
Fiquemos sentados um pouco mais
nesta pedra ao alto
da falésia; sentados pois não podemos
ser pedra sob a luz que do céu
perfumada cai
como se fosse um vinho macerado
pelo vento. A tua mão
sem palavras sem pensamentos
acaricia-me o joelho
sob a luz que do céu
fatigada
cai.
nesta pedra ao alto
da falésia; sentados pois não podemos
ser pedra sob a luz que do céu
perfumada cai
como se fosse um vinho macerado
pelo vento. A tua mão
sem palavras sem pensamentos
acaricia-me o joelho
sob a luz que do céu
fatigada
cai.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
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