domingo, 22 de novembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Francisco José Viegas - A noite, o que é?
Os primeiros dias são tristes, as primeiras noites, há ainda qualquer
coisa sem nome a rodear a vigília, livros amontoados, perdidos, e sons
dispersos, nenhum respira verdadeiramente. Penduradas sobre a va-
randa, as trepadeiras; o jasmim, o café, o pão, os passos às primeiras
horas do dia, as primeiras coisas vindas da janela aberta, sempre aber-
ta. Tudo o resto é aquele silêncio onde os olhos ficam mais perdidos,
aquilo de que raramente sabemos dizer o nome.
coisa sem nome a rodear a vigília, livros amontoados, perdidos, e sons
dispersos, nenhum respira verdadeiramente. Penduradas sobre a va-
randa, as trepadeiras; o jasmim, o café, o pão, os passos às primeiras
horas do dia, as primeiras coisas vindas da janela aberta, sempre aber-
ta. Tudo o resto é aquele silêncio onde os olhos ficam mais perdidos,
aquilo de que raramente sabemos dizer o nome.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Su Dong Po - Sobre a pintura de um ramo florido "Primavera Precoce", de Wang
Quem disse que a pintura deve parecer-se com a realidade?
Quem o disse vê com olhos de não entendimento
Quem disse que o poema deve ter um tema?
Quem o disse perde a poesia do poema
Pintura e poesia têm o mesmo fim:
Frescura límpida, arte para além da arte
Os pardais de Bain Lun piam no papel
As flores de Zhao Chang palpitam
Porém o que são ao lado destes rolos
Pensamentos-linhas, manchas-espíritos?
Quem teria pensado que um pontinho vermelho
Provocaria o desabrochar da primavera?
Quem o disse vê com olhos de não entendimento
Quem disse que o poema deve ter um tema?
Quem o disse perde a poesia do poema
Pintura e poesia têm o mesmo fim:
Frescura límpida, arte para além da arte
Os pardais de Bain Lun piam no papel
As flores de Zhao Chang palpitam
Porém o que são ao lado destes rolos
Pensamentos-linhas, manchas-espíritos?
Quem teria pensado que um pontinho vermelho
Provocaria o desabrochar da primavera?
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Al Berto - Pernoitas em Mim
pernoitas em mim
e se por acaso te toco a memória... amas
ou finges morrer
pressinto o aroma luminoso dos fogos
escuto o rumor da terra molhada
a fala queimada das estrelas
é noite ainda
o corpo ausente instala-se vagarosamente
envelheço com a nómada solidão das aves
já não possuo a brancura oculta das palavras
e nenhum lume irrompe para beberes
in 'Rumor dos Fogos'
e se por acaso te toco a memória... amas
ou finges morrer
pressinto o aroma luminoso dos fogos
escuto o rumor da terra molhada
a fala queimada das estrelas
é noite ainda
o corpo ausente instala-se vagarosamente
envelheço com a nómada solidão das aves
já não possuo a brancura oculta das palavras
e nenhum lume irrompe para beberes
in 'Rumor dos Fogos'
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
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