quinta-feira, 5 de novembro de 2009

SEBASTIÃO SALGADO - MAZAR-E-SHARIF, AFGHANISTAN

Sidónio Muralha - Os olhos das crianças

Atrás dos muros altos com garrafas partidas
bem para trás das grades do silêncio imposto
as crianças de olhos de espanto e de medo transidas
as crianças vendidas alugadas perseguidas
olham os poetas com lágrimas no rosto.

Olham os poetas as crianças das vielas
mas não pedem cançonetas mas não pedem baladas
o que lelas pedem é que gritemos por elas
as crianças sem livros sem ternura sem janelas
as crianças dos versos que são como pedradas.

Rubens - retrato do filho

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

AUGUSTO DE CAMPOS - Poema

A Naifa - Monotone

Lucian Freud

Balthus

Vermeer

terça-feira, 3 de novembro de 2009

José Catrola - S/ titulo

Daniel Jonas - PECADO CAPITAL

A Vitória de Samotrácia
é mais ou menos a minha história
sentimental: tinham todas um corpo
e asas até
mas pouca cabeça.

Mathew Reichertz

Manuel Vilariño - Foto

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Tom Waits - Innocent when you dream

Helmuth Wagner - Turbilhão

Eduardo Naranjo

David Mourão Ferreira - Nada garante

Nada garante que tu existas
Não acredito que tu existas

Só necessito que tu existas

.

.

.

domingo, 1 de novembro de 2009

Fátima Condeço - Os anjos não têm costas

celmins (pintura)

Me gustas cuando callas (Pablo Neruda)

Me gustas cuando callas (Pablo Neruda)

Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.

Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.

Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.