terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
José Luís Peixoto - Limpar o pó
Como se ontem e os dias antes de ontem
se tivessem desfeito sobre as prateleiras,
como se pudéssemos escrever palavras
nas suas cinzas com a ponta do dedo,
como se bastasse soprar para vermos
as suas imagens, de novo, numa nuvem.
se tivessem desfeito sobre as prateleiras,
como se pudéssemos escrever palavras
nas suas cinzas com a ponta do dedo,
como se bastasse soprar para vermos
as suas imagens, de novo, numa nuvem.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Ruy Belo - DESENCANTO DOS DIAS
Não era afinal isto que esperávamos
Não era este o dia
Que movimentos nos consente?
Ah ninguém sabe
como ainda és possível poesia
neste país onde nunca ninguém viu
aquele grande dia diferente
Não era este o dia
Que movimentos nos consente?
Ah ninguém sabe
como ainda és possível poesia
neste país onde nunca ninguém viu
aquele grande dia diferente
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
José Miguel Silva - DIZIAS QUE GOSTAVAS
Dizias que gostavas de poemas.
Escrevi-te, numa tarde, mais de cinco.
São muito bonitos, disseste,
hei-de mostrá-los ao meu namorado.
Nunca mais confiei nos versos
nem no gosto feminil.
de "Vista de Um Pátio seguido de Desordem", Relógio d'Água, Lisboa, 2003
Escrevi-te, numa tarde, mais de cinco.
São muito bonitos, disseste,
hei-de mostrá-los ao meu namorado.
Nunca mais confiei nos versos
nem no gosto feminil.
de "Vista de Um Pátio seguido de Desordem", Relógio d'Água, Lisboa, 2003
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Casimiro de Brito - 43
Fiquemos sentados um pouco mais
nesta pedra ao alto
da falésia; sentados pois não podemos
ser pedra sob a luz que do céu
perfumada cai
como se fosse um vinho macerado
pelo vento. A tua mão
sem palavras sem pensamentos
acaricia-me o joelho
sob a luz que do céu
fatigada
cai.
nesta pedra ao alto
da falésia; sentados pois não podemos
ser pedra sob a luz que do céu
perfumada cai
como se fosse um vinho macerado
pelo vento. A tua mão
sem palavras sem pensamentos
acaricia-me o joelho
sob a luz que do céu
fatigada
cai.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
João Morais Silvestre - O PARDALITO
Era uma vez um pardalito
comilão, a toda a hora bicava!
E um dia já tão gordito…
Descobriu que já mal voava!
De gordinho passou a obeso
Comer já era seu vício
Deixou de voar e por sacrifício
Foi comido por um gato, o indefeso!
comilão, a toda a hora bicava!
E um dia já tão gordito…
Descobriu que já mal voava!
De gordinho passou a obeso
Comer já era seu vício
Deixou de voar e por sacrifício
Foi comido por um gato, o indefeso!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
domingo, 31 de janeiro de 2010
Félix Francisco Casanova - A veces cuando la noche me aprisiona
suelo sentarme frente a una cabina
telefónica
y contemplo las bocas que hablan
para lejanos oídos.
Y cuando el hielo de la soledad
me ha desvenado, los barrenderos moros
canturrean tristemente
y las estrellas ocupan su lugar,
yo acaricio el teléfono
y le susurro sin usar monedas.
(Enero de 75)
telefónica
y contemplo las bocas que hablan
para lejanos oídos.
Y cuando el hielo de la soledad
me ha desvenado, los barrenderos moros
canturrean tristemente
y las estrellas ocupan su lugar,
yo acaricio el teléfono
y le susurro sin usar monedas.
(Enero de 75)
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Bertolt Brecht - Há homens que lutam um dia
Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Valter Hugo Mãe - o céu é aquela clareira
o céu é aquela clareira
onde deito os olhos com ténues
cambiantes de cor que quase
gasto nas mãos, e como. como
o céu e aguardo uma
digestão convulsa. enquanto
o aguaceiro seca na terra antes que o
possa beber e deus se
vinga de mim ditando
os versos que escondem
a água ao mundo. já as
fogueiras florindo em volta,
murchando o dia que me
persegue. uma intervenção
divina para me resistir
in valter hugo mãe
estou escondido na cor amarga do fim da tarde
onde deito os olhos com ténues
cambiantes de cor que quase
gasto nas mãos, e como. como
o céu e aguardo uma
digestão convulsa. enquanto
o aguaceiro seca na terra antes que o
possa beber e deus se
vinga de mim ditando
os versos que escondem
a água ao mundo. já as
fogueiras florindo em volta,
murchando o dia que me
persegue. uma intervenção
divina para me resistir
in valter hugo mãe
estou escondido na cor amarga do fim da tarde
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
Casimiro de Brito - (26)
Entraste na casa do meu corpo,
desarrumaste as salas todas
e já não sei quem sou, onde estou.
O amor sabe. O amor é um pássaro cego
que nunca se perde no seu voo.
desarrumaste as salas todas
e já não sei quem sou, onde estou.
O amor sabe. O amor é um pássaro cego
que nunca se perde no seu voo.
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